Flávio Bolsonaro nega irregularidade em patrocínio de Daniel Vorcaro a filme sobre o pai, promete ajuste fiscal e diz que respeitará resultado das eleições
Candidato do PL também responsabilizou Lula pelo tarifaço dos EUA, afirmou que o PIX é “inegociável” e indicou ministro da Saúde em eventual governo
O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, negou irregularidade na busca de patrocínio de Daniel Vorcaro para um filme sobre Jair Bolsonaro, prometeu cortar gastos e afirmou que respeitará o resultado das eleições. As declarações foram dadas nesta sexta-feira (28.ago.2026), durante entrevista à TV Globo.
Questionado sobre ter buscado Vorcaro para patrocinar o filme “Dark Horse”, Flávio disse não ver irregularidade. “Esse foi um patrocínio, não teve nenhuma transferência para Flávio Bolsonaro”, afirmou. Segundo ele, sua relação com o banqueiro se limitava ao filme e não houve contrapartida para favorecê-lo.
Flávio confirmou visita a Vorcaro em 2025 e negou ter oferecido favorecimento ao banqueiro.
Sobre a condenação de Jair Bolsonaro pelos atos relacionados ao 8 de Janeiro, Flávio disse que “uma grande farsa foi armada” para retirar o pai da vida pública. Questionado sobre um plano atribuído ao general Mario Fernandes para assassinar Lula, Geraldo Alckmin e Alexandre de Moraes, atribuiu a responsabilidade ao militar. “Se esse general planejou isso, a responsabilidade é dele”, pontuou.
Ao tratar das tarifas impostas pelos EUA ao Brasil, Flávio responsabilizou Lula e reconheceu que Eduardo Bolsonaro errou ao agradecer pela medida. O candidato, porém, afirmou que o irmão não pediu as tarifas. Sobre eventual negociação com os EUA, defendeu que “o PIX é inegociável”.
Em relação às urnas eletrônicas, Flávio afirmou que respeitará o processo e o resultado eleitoral. Também reconheceu ter divulgado informação errada ao dizer que uma empresa venezuelana fabricava urnas usadas no Brasil.
Na Economia, Flávio defendeu um “ajuste fiscal forte” e prometeu cortar gastos, mas não informou o tamanho da redução nem estabeleceu prazo para estabilizar a dívida pública. Sobre o salário mínimo, não respondeu se manterá a política de reajuste. “Eu não vou fazer economia do povo mais sofrido”, disse.
Na Saúde, Flávio afirmou que, se eleito, pretende nomear o médico Claudio Lottenberg para comandar a pasta e modernizar o SUS. “Eu vou transformar a saúde pública numa saúde de qualidade, o SUS vai ser moderno”, afirmou.
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