Gravatá prevê usar R$ 5,78 milhões do primeiro repasse da concessão parcial da Compesa para pavimentar ruas; saiba mais
Plano reserva R$ 5,78 milhões para pavimentação e R$ 1,12 milhão para tubos de drenagem; execução está prevista para acontecer até 2027
A pavimentação de ruas deverá receber a maior parte dos R$ 6,9 milhões da primeira parcela da concessão dos serviços de água e esgoto da Compesa destinados a Gravatá. O plano de aplicação dos recursos, publicado pela Prefeitura nesta sexta-feira (11.set.2026) no Portal da Transparência, reserva R$ 5,78 milhões para as obras e R$ 1,12 milhão para tubos de drenagem. O repasse decorre do contrato de concessão firmado em dezembro de 2025 pelo Governo de Pernambuco.
Além desses R$ 6,9 milhões, o município prevê receber R$ 4,6 milhões em duas parcelas posteriores, conforme as condições do contrato. A aplicação desses valores não está detalhada no plano, que registra a primeira parcela como recebida e prevê a execução da primeira leva de obras até 2027.
A segunda parcela dos valores está prevista para depois do fim da transição operacional. A terceira, após 3 anos, conforme as condições do contrato, totalizando R$ 11,5 milhões recebidos por Gravatá pela concessão parcial dos serviços da Compesa.
Entre as obras com valores da primeira etapa da concessão da Compesa está a pavimentação da Avenida Manoel Santiago de Oliveira, para a qual o plano reserva R$ 1,38 milhão. Em maio, a Prefeitura já havia informado que realizava uma intervenção na Avenida. A lista completa das vias que serão contempladas não foi divulgada no plano.
Tubos de drenagem receberão R$ 1,12 milhão
Para a drenagem da água da chuva, serão destinados R$ 1,12 milhão à compra de tubos de concreto. O material terá diâmetros de 40 e 60 centímetros, e o prazo previsto para a ação é de 12 meses.
Segundo o plano, os tubos serão utilizados na implantação, ampliação, recuperação e manutenção das redes de drenagem para reduzir alagamentos e à conservação da pavimentação.
O documento não informa quantos tubos serão comprados nem onde serão instalados.
Município explica escolha das obras
De acordo com a Prefeitura, as obras devem facilitar os deslocamentos e o acesso aos serviços públicos, reduzir lama e poeira e melhorar o escoamento da chuva. No documento, a Prefeitura sustenta que pode destinar os recursos à pavimentação mediante justificativa, embora a regra dê preferência a segurança hídrica e saneamento.
Para justificar o investimento em pavimentação, a Prefeitura cita dificuldades de circulação e de acesso de ambulâncias, transporte escolar e caminhões de coleta de lixo. Segundo o plano, as obras também podem reduzir lama e poeira e melhorar o escoamento da chuva.
Plano prevê divulgação e prestação de contas
Os prazos das ações variam de cinco a 12 meses, mas não há datas específicas de início e entrega.
Ao concluir os investimentos, o município terá que apresentar ao colegiado regional responsável pelo acompanhamento dos serviços de água e esgoto um relatório sobre as obras e os gastos, acompanhado dos comprovantes.
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