Ivan Moraes defende tarifa zero, reverter concessão da Compesa e vender Arena Pernambuco
Candidato do PSol ao governo de Pernambuco também se posicionou contra concessão do Metrô do Recife e propôs plano estadual da cannabis
Ivan Moraes (PSol) defendeu tarifa zero no transporte público, a reversão da concessão dos serviços da Compesa e a venda da Arena Pernambuco durante sabatina do Sistema Jornal do Commercio (SJCC), nesta terça-feira (18.ago.2026). Candidato ao Governo de Pernambuco, ele também se posicionou contra a concessão do Metrô do Recife e propôs um plano estadual da cannabis.
Na mobilidade, Ivan propôs criar um fundo para financiar a tarifa zero nos ônibus da Região Metropolitana do Recife (RMR). O modelo prevê contribuições de empresas com 10 ou mais trabalhadores celetistas, com valores progressivos conforme o porte.
Segundo o candidato do PSol ao governo de Pernambuco, o sistema custa entre R$ 1,1 bilhão e R$ 1,2 bilhão por ano e já recebe de R$ 350 milhões a R$ 400 milhões em subsídios estaduais. “Fazendo a conta, você consegue obter desse fundo mais do que a gente precisa para manter o sistema funcionando”, defendeu Ivan Moraes.
Compesa, Metrô e Arena
Ivan disse que buscará meios legais para reverter a concessão dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário da Compesa. “Eu não vou sair por aí rasgando contratos [...], mas vou entender as formas de reverter isso, sim, porque é possível”, garantiu.
Sobre o Metrô do Recife, Ivan Moraes se posicionou contra a concessão e defendeu que os investimentos federais sejam feitos enquanto o sistema permanecer público.
Em relação à Arena Pernambuco, Ivan defendeu a venda à iniciativa privada. “Para mim, é uma placa de vende-se na Arena Pernambuco, bem grande. Se o mercado quer a Arena Pernambuco, compra. Agora compra o lucro e compra o prejuízo”, disse o candidato do PSol ao governo de Pernambuco.
Plano estadual da cannabis
Outra proposta apresentada por Ivan Moraes foi a criação de um plano estadual da cannabis. Ele defendeu estimular a produção da planta por agricultores familiares, assentamentos e comunidades indígenas e quilombolas, em parceria com o Estado e o laboratório público estadual, para produção de medicamentos.
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