Lula diz que não protegerá filho em investigação, promete superávit nas contas públicas e descarta privatizar Correios
Candidato do PT à reeleição também defendeu criação do Ministério da Segurança Pública e afirmou que pretende recuperar territórios dominados pelo crime
O candidato do PT à reeleição para a Presidência, Lula, afirmou que não interferirá nas investigações envolvendo seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, prometeu zerar a fila do INSS e descartou privatizar os Correios. As declarações foram dadas nesta quinta-feira (27.ago.2026), durante entrevista à TV Globo.
Questionado sobre as investigações da Polícia Federal (PF) envolvendo Lulinha, Lula disse que o filho deverá responder caso tenha cometido algum ilícito. “Se o Fábio [Lulinha] cometeu qualquer ilícito, ele terá que pagar como qualquer cidadão brasileiro”, afirmou. Segundo Lula, não haverá interferência da Presidência para protegê-lo.
Sobre o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola, Lula considerou “totalmente errado” que ele tenha mantido relação financeira com a lobista Roberta Luchsinger. O presidente afirmou que é necessário apurar se houve liberação de recursos públicos. “Tem prova de que tem dinheiro público? Porque aí é que está o crime”, disse.
Ao comentar o caso Banco Master, Lula defendeu Jaques Wagner (PT-BA), seu aliado e candidato à reeleição ao Senado. “Tenho consciência que o [Jaques] Wagner é honesto. Se ele cometer um desvio, vai pagar como qualquer pessoa”, afirmou.
Na Segurança Pública, Lula defendeu recuperar áreas controladas por organizações criminosas. “O meu desejo é recuperar o território para o povo”, sustentou. O candidato também afirmou que pretende criar o Ministério da Segurança Pública após a aprovação de uma PEC sobre o tema.
Ao tratar dos descontos irregulares no INSS, Lula defendeu que R$ 3 bilhões foram ressarcidos aos beneficiários. Sobre a fila para concessão de benefícios, disse que anunciará na próxima semana que ela foi zerada, restando 251 mil requerimentos dentro do prazo de 45 dias.
Na Economia, Lula não especificou quais despesas pretende cortar, mas prometeu superávit nas contas públicas. “O último [déficit] foi 0,8% e, agora, vai ser positivo”, ressaltou.
Sobre os Correios, Lula descartou privatização. “Não considero vender os Correios. Quero recuperar os Correios”, disse. Segundo ele, a empresa poderá buscar associações com companhias brasileiras ou estrangeiras.
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