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Ministério Público Federal investiga licitação suspeita na Prefeitura de Gravatá

A gestão de Joselito Gomes (PSB) está na mira do Ministério Público Federal (MPF). O Diário Gravatá teve acesso a documentos de uma investigação em andamento pelo MPF sobre supostas irregularidades em um procedimento de licitação realizado pela Prefeitura de Gravatá.

Ministério Público Federal investiga licitação suspeita na Prefeitura de Gravatá

A gestão de Joselito Gomes (PSB) está na mira do Ministério Público Federal (MPF). O Diário Gravatá teve acesso a documentos de uma investigação em andamento pelo MPF sobre supostas irregularidades em um procedimento de licitação realizado pela Prefeitura de Gravatá. O procedimento questionado visava à aquisição de materiais e equipamentos de limpeza e foi conduzido pela Secretaria Municipal de Saúde. A investigação ocorre sob sigilo e foi confirmada pelo MPF ao Diário Gravatá. Preliminarmente, o MPF investiga oito crimes, incluindo formação de associação criminosa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

De acordo com os investigadores, uma parte significativa dos valores repassados à empresa vencedora da licitação originou-se de recursos federais, por meio do Fundo do Sistema Único de Saúde (SUS). Entre as alegações apontadas no documento, destacam-se a recente criação da empresa antes da obtenção do lucrativo contrato, além de um capital social registrado incompatível com o valor do contrato ganho.

A rapidez com que uma parcela significativa dos fundos do contrato foi paga à empresa também é apontada como suspeita. Além disso, investiga-se possíveis conexões entre a empresa e um secretário municipal. Assim, a suspeita é de que a empresa seria de fachada, utilizando “laranjas” para favorecer o secretário investigado.

Irregularidades no edital da licitação também foram mencionadas, como a ausência de alguns requisitos básicos e a estipulação de prazos de entrega excepcionalmente curtos, que poderiam favorecer a empresa vencedora. Outras alegações incluem a operação da empresa em um local fechado, sem espaço adequado, e um aumento significativo no custo estimado do contrato em comparação com um similar no ano anterior.

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Há, ainda, suspeitas sobre a apresentação de atestados potencialmente falsos pela empresa. Similaridades entre a proposta da empresa e o aviso de licitação também fazem parte do escopo do inquérito. Segundo a investigação, a empresa vencedora teve acesso privilegiado ao arquivo do edital e usou parte da tabela para formar e utilizar como proposta de preços.

Diante disso, o MPF abriu uma investigação formal. O órgão já solicitou esclarecimentos à prefeitura e à empresa envolvida.

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