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Ministro Gilmar Mendes, do STF, suspende restrição que limitava pedidos de impeachment contra ministros da Corte

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quarta-feira (10) suspender o trecho de sua própria decisão, publicada na quarta-feira (3), que restringia à Procuradoria-Geral da República (PGR) a iniciativa para apresentação de pedidos de impeachment contra ministros da Corte.

Ministro Gilmar Mendes, do STF, suspende restrição que limitava pedidos de impeachment contra ministros da Corte
Gilmar Mendes, ministro do STF. Foto: Pedro França/Agência Senado

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quarta-feira (10) suspender o trecho de sua própria decisão, publicada na quarta-feira (3), que restringia à Procuradoria-Geral da República (PGR) a iniciativa para apresentação de pedidos de impeachment contra ministros da Corte. Com a mudança, volta a valer a regra prevista na legislação atual, que permite que qualquer cidadão protocole pedidos a serem analisados pelo Senado.

A decisão também retira o tema da pauta do plenário virtual do STF, que analisaria o caso a partir desta sexta-feira (12). O julgamento agora será levado ao plenário presencial, em data ainda a ser definida, o que na prática adia o desfecho da questão para 2026. O ministro atendeu parcialmente a um pedido protocolado pelo Senado, que solicitava a revogação da liminar ou, alternativamente, a suspensão dos seus efeitos até a conclusão da votação de um projeto na Casa Alta que atualiza a Lei do Impeachment, de 1950.

Apesar da suspensão parcial, o ministro manteve o trecho que altera o quórum mínimo para abertura de processo de impeachment de ministros do STF. Segue valendo o entendimento de que são necessários 54 votos no plenário do Senado para que um processo seja instaurado, número correspondente a dois terços da Casa. Antes, a legislação previa maioria simples, com 21 votos.

A decisão também preserva o dispositivo que proíbe o uso do mérito de decisões judiciais como fundamento para pedidos de impeachment. Para o ministro, a medida garante a independência do Poder Judiciário e evita tentativas de responsabilização baseadas exclusivamente no conteúdo das decisões dos magistrados.

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