Primeira-dama de Gravatá acusa MPPE de perseguição; associação reage e defende atuação dos promotores
Viviane Facundes classificou como “desnecessária” a atuação do MPPE; entidade disse que acusações são genéricas e sem comprovação
A primeira-dama de Gravatá e pré-candidata a deputada estadual, Viviane Facundes (PSD), fez críticas ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) durante entrevista à TV Nova, exibida no último sábado (20.jun.2026). Segundo Viviane, órgãos de controle, entre eles o MPPE, estariam promovendo uma perseguição contra ela. Viviane também classificou a atuação do órgão como "desnecessária".
“Posso dizer com certeza que eu tenho sido perseguida por alguns órgãos de controle, como o Ministério Público, que eu vejo como desnecessário”, reclamou. “Não é que eu me sinto perseguida, eu estou sendo perseguida”, reforçou.
As críticas de Viviane Facundes ao MPPE surgem após uma sequência de ações do órgão envolvendo ela. O Ministério Público, em 10 de junho, conseguiu uma liminar que proibiu a primeira-dama e o prefeito Joselito Gomes (PSD) de participar de apresentações artísticas em eventos pagos com dinheiro público. Antes disso, também havia questionado judicialmente sua nomeação para a Secretaria de Obras por suposto nepotismo. Neste caso, a decisão que determinou seu afastamento acabou sendo revertida pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE).
Viviane Facundes filiou-se ao PSD em fevereiro para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Esposa do prefeito Joselito Gomes, ela foi secretária de Assistência Social e Juventude entre 2021 e 2024 e, posteriormente, assumiu a Secretaria de Obras em março de 2024, cargo que deixou em maio deste ano para cumprir o prazo de desincompatibilização exigido pela legislação eleitoral.
AMPPE rebate
Em resposta, a Associação do Ministério Público de Pernambuco (AMPPE) divulgou no domingo (21.out.2026) uma nota de repúdio às declarações de Viviane Facundes. Em nota, a AMPPE defendeu que os membros da instituição atuam com base na Constituição Federal e nos princípios da legalidade, impessoalidade e moralidade.
A entidade afirmou que confia na atuação “ilibada, técnica, independente e comprometida com a ordem jurídica” dos membros do MPPE, especialmente daqueles que exercem suas funções na Comarca de Gravatá e acrescentou que a atuação dos Promotores não se confunde “com interesses de ordem político-partidária ou pessoal”.
A associação também afirmou que críticas às instituições são legítimas em um Estado Democrático de Direito, mas considerou “inadmissível a formulação de acusações genéricas e sem comprovação contra membros do Ministério Público, com o objetivo de desacreditar sua atuação funcional e comprometer a imagem de uma instituição essencial à Justiça”.
A AMPPE reforço que seguirá “tomando as medidas cabíveis” para defender as prerrogativas, a honra e a respeitabilidade dos membros do MPPE quando entender que eles forem atacados no exercício regular de suas atribuições.
Confira a nota de repúdio da AMPPE
A Associação do Ministério Público de Pernambuco (AMPPE) vem a público manifestar repúdio às declarações feitas pela pré-candidata a deputada estadual Viviane Facundes, em entrevista concedida ao Programa Café no Ponto, da TV Nova, nas quais atribui ao Ministério Público de Pernambuco suposta atuação persecutória.A AMPPE reafirma sua plena confiança na atuação ilibada, técnica, independente e comprometida com a ordem jurídica, a defesa da sociedade e o interesse público por parte dos membros do Ministério Público de Pernambuco, em especial daqueles que exercem suas funções na Comarca de Gravatá. A atuação ministerial é pautada exclusivamente pela Constituição Federal, pelas leis e pelos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade e responsabilidade, não se confundindo, em hipótese alguma, com interesses de ordem político-partidária ou pessoal.Em um Estado Democrático de Direito, a crítica às instituições é legítima. No entanto, é inadmissível a formulação de acusações genéricas e sem comprovação contra membros do Ministério Público, com o objetivo de desacreditar sua atuação funcional e comprometer a imagem de uma instituição essencial à Justiça. A AMPPE seguirá firme, inclusive tomando as medidas cabíveis, na defesa das prerrogativas, da honra e da respeitabilidade dos membros do Ministério Público de Pernambuco, especialmente quando atacados no exercício regular, legítimo e responsável de suas atribuições constitucionais.




