Raquel Lyra diz ter ‘arrumado a casa’ e promete ‘melhores quatro anos’ de Pernambuco em eventual segundo mandato
Candidata à reeleição reconheceu dificuldades na entrega de creches, manteve meta na segurança e evitou declarar voto para presidente
Raquel Lyra (PSD) usou a sabatina do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (SJCC), nesta quinta-feira (20.ago.2026), para defender seu governo e projetar um eventual segundo mandato. Candidata à reeleição, a governadora também respondeu a questionamentos sobre creches, segurança pública, relação com a Assembleia Legislativa (Alepe) e posicionamento na disputa pelo Palácio do Planalto.
Ao justificar o pedido por novo mandato, Raquel afirmou que o primeiro mandato foi marcado pela reorganização da máquina pública e pela retomada da capacidade de investimento. “Cortamos o mato alto, arrumamos a casa, cuidamos das pessoas. É tempo de Pernambuco viver os melhores quatro anos da sua história [em um novo mandato dela]”, sustentou.
Na Educação, reconheceu dificuldades para cumprir o cronograma das creches prometidas em 2022. Das 250 unidades previstas, 12 foram entregues e 190 estão em construção, segundo Raquel. A meta é chegar a 100 até dezembro e entregar praticamente todas até março ou abril de 2027.
“A gente teve dificuldade no começo, sim”, admitiu. Ao justificar o prazo, Raquel citou entraves relacionados aos terrenos, às empresas contratadas e à distribuição das obras. “A gente não faz creche no improviso”, assegurou.
Na Segurança, Raquel disse que a redução dos crimes contra a vida chegou a 22% e manteve a meta de alcançar 30% até dezembro. Defendeu que o enfrentamento ao crime organizado deve ser feito com “integração, investimento e inteligência”, mas reconheceu que o cenário ainda não é o desejado. “É claro que ainda tem insegurança”, admitiu.
Questionada sobre a eleição ao Palácio do Planalto, Raquel não declarou voto e preferiu destacar a relação institucional com Lula (PT), a quem disse ser “grata”, e afirmou que pretende concentrar sua campanha na discussão sobre Pernambuco.
Ao falar sobre relação entre os Poderes, Raquel Lyra atribuiu parte dos conflitos com a Alepe à atuação de adversários para atrasar projetos do governo. Segundo ela, houve tentativa de retardar votações de interesse do Executivo. “O que aconteceu na Assembleia Legislativa muitas vezes foi a política miúda”, explicou a candidata à reeleição.
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