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Ronaldo Caiado diz que dará anistia pelo 8 de Janeiro e promete reforma administrativa para reduzir gastos

Candidato do PSD à Presidência também prometeu enviar ao Congresso uma nova regra para os gastos federais e defendeu mudanças na reforma tributária

Ronaldo Caiado, de terno azul-marinho, camisa branca e gravata azul-clara, aparece sentado em um estúdio de televisão, com as mãos unidas, sorrindo e olhando para a direita; ao fundo, um painel em tons de azul.
Ronaldo Caiado, candidato à Presidência da República pelo PSD durante entrevista à TV Globo. Foto: Reprodução/TV Globo

O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, disse que dará anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e prometeu uma reforma administrativa para reduzir gastos, caso seja eleito. As declarações foram dadas nesta terça-feira (25.ago.2026), durante entrevista à TV Globo.

Em relação ao 8 de Janeiro, Caiado afirmou que a anistia também alcançaria o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Posso garantir neste momento que encaminharei, sim, ao Congresso Nacional um projeto para que haja uma anistia geral, ampla”, afirmou. O candidato defendeu a medida como forma de reduzir a polarização política. “Nós temos que pacificar o país. Ninguém aguenta mais essa situação”, acrescentou.

Ronaldo Caiado também defendeu uma reforma administrativa com redução de despesas em diferentes Poderes. “Eu vou trabalhar em relação à reforma administrativa, o corte não só no Executivo, mas também no Legislativo, no Judiciário, no TCU, em todos os órgãos”, disse.

Ao abordar a Economia, o candidato do PSD prometeu limitar o crescimento das despesas federais à inflação mais 50% do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). A regra seria enviada ao Congresso por meio de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) no primeiro dia de governo. “O meu ajuste fiscal também será uma emenda constitucional”, garantiu.

Na Segurança Pública, Caiado propôs criar uma polícia transnacional entre países da América Latina, com compartilhamento de informações de inteligência e possibilidade de realizar prisões nos países participantes. Segundo ele, o Brasil se tornou o “maior hub de narcotráfico”.

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Sobre a reforma tributária, prometeu rever o modelo aprovado pelo Congresso e criticou a alíquota do Imposto sobre Valor Agregado (IVA). “O que eu não posso é o cidadão me meter 28% em um IVA [...] e ainda criar um imposto seletivo”, argumentou.

Questionado sobre a Previdência Social, Caiado evitou detalhar mudanças e afirmou que buscaria especialistas para elaborar propostas. Sobre a idade mínima para aposentadoria, não respondeu diretamente se pretende alterar as regras atuais.

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