
Milton Ribeiro não é mais ministro da Educação. O pastor presbiteriano pediu demissão do cargo na tarde desta segunda-feira (28), depois de surgirem denúncias de corrupção no Ministério da Educação (MEC), então sob comando dele. O governo Bolsonaro acatou o pedido.
O jornal “Estadão” divulgou no dia 18 de março, a existência de um esquema integrado por pastores que controlariam verbas e agenda do MEC. Na última terça-feira (22), foi a vez da “Folha de São Paulo” divulgar um áudio, onde o ministro diz repassar verbas do ministério para municípios indicados por dois pastores a pedido do presidente Jair Bolsonaro.
Já se sabe que os pastores em questão são Gilmar Santos, presidente da Convenção Nacional de Igrejas e Ministros das Assembleias de Deus no Brasil Cristo Para Todos (Conimadb), e Arilton Moura, ligado à Assembleia de Deus. Depois disso, prefeitos passaram a denunciar a prática de pedido de propina para a liberação de verbas no ministério.
Na carta de demissão, Ribeiro disse que “jamais realizou um único ato de gestão na pasta que não fosse pautado pela correção, pela probidade e pelo compromisso com o erário” e que pediu para deixar o cargo para que “não paire nenhuma incerteza sobre a minha conduta e a do Governo Federal”.
Milton Ribeiro foi o quarto ministro da Educação do governo Bolsonaro, ele assumiu o cargo em julho de 2020, depois da saída de Abraham Weintraub e de Carlos Alberto Decotelli não ter tomado posse, devido às acusações de plágios e inconsistências curriculares. Além desses, Ricardo Vélez Rodríguez ficou no cargo de janeiro a abril de 2019.
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