
Foi deflagrada nesta quarta (21) pela Polícia Federal (PF) a segunda fase da Operação Liretarus, que investiga desvio de verba federal destinada à educação, por meio de fraudes licitatórias na compra de livros e kits escolares. Em Pernambuco, 13 mandados de busca e apreensão foram expedidos – 11 em Recife, um em Surubim, no Agreste, e um em Aliança, na Zona da Mata.
De acordo com os investigadores, os prejuízos ao erário público são estimados na ordem de R$ 10 milhões. A apuração se desdobra para apurar os crimes de contratação direta indevida, peculato (desvio de recursos públicos), corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Somadas, a pena desses delitos pode chegar a 47 anos de detenção.
Outros três mandados são cumpridos em São Luís, no Maranhão, um em São Paulo, e um em Boa Vista, em Roraima. Junto à PF, órgãos como a Controladoria Geral da União (CGU) e o Ministério Público Federal (MPF) participam da investigação.
Falhas em processos administrativos por diversos órgãos públicos ocasionaram “contratação direta indevida” de empresas pernambucanas em todo o país, além de indicativos de desvios de verbas utilizadas nessas compras. Diante disso, cinco funcionários públicos ligados aos órgãos investigados foram afastados pelo prazo inicial de 90 dias, que poderá ser prorrogado. Os nomes não foram divulgados, por conta da lei de abuso de autoridade.
A primeira fase da Operação Liretarus foi deflagrada em 10 de dezembro de 2021, na oportunidade foram expedidos 19 mandados de busca e apreensão em Pernambuco, São Paulo e no Rio Grande do Sul. A Operação teve origem após a obtenção de dados na Operação Casa de Papel, deflagrada em junho de 2020, quando foi verificada uma ligação suspeita entre empresários investigados e as empresas fornecedoras de produtos para diversas secretarias de educação.
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