
A primeira-dama de Gravatá e pré-candidata a deputada estadual, Viviane Facundes (PSD), fez críticas ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) durante entrevista à TV Nova, exibida no último sábado (20.jun.2026). Segundo Viviane, órgãos de controle, entre eles o MPPE, estariam promovendo uma perseguição contra ela. Viviane também classificou a atuação do órgão como “desnecessária“.
“Posso dizer com certeza que eu tenho sido perseguida por alguns órgãos de controle, como o Ministério Público, que eu vejo como desnecessário”, reclamou. “Não é que eu me sinto perseguida, eu estou sendo perseguida”, reforçou.
As críticas de Viviane Facundes ao MPPE surgem após uma sequência de ações do órgão envolvendo ela. O Ministério Público, em 10 de junho, conseguiu uma liminar que proibiu a primeira-dama e o prefeito Joselito Gomes (PSD) de participar de apresentações artísticas em eventos pagos com dinheiro público. Antes disso, também havia questionado judicialmente sua nomeação para a Secretaria de Obras por suposto nepotismo. Neste caso, a decisão que determinou seu afastamento acabou sendo revertida pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE).
AMPPE rebate
Em resposta, a Associação do Ministério Público de Pernambuco (AMPPE) divulgou no domingo (21.out.2026) uma nota de repúdio às declarações de Viviane Facundes. Em nota, a AMPPE defendeu que os membros da instituição atuam com base na Constituição Federal e nos princípios da legalidade, impessoalidade e moralidade.
A entidade afirmou que confia na atuação “ilibada, técnica, independente e comprometida com a ordem jurídica” dos membros do MPPE, especialmente daqueles que exercem suas funções na Comarca de Gravatá e acrescentou que a atuação dos Promotores não se confunde “com interesses de ordem político-partidária ou pessoal”.
A associação também afirmou que críticas às instituições são legítimas em um Estado Democrático de Direito, mas considerou “inadmissível a formulação de acusações genéricas e sem comprovação contra membros do Ministério Público, com o objetivo de desacreditar sua atuação funcional e comprometer a imagem de uma instituição essencial à Justiça”.
A AMPPE reforço que seguirá “tomando as medidas cabíveis” para defender as prerrogativas, a honra e a respeitabilidade dos membros do MPPE quando entender que eles forem atacados no exercício regular de suas atribuições.
Confira a nota de repúdio da AMPPE
A Associação do Ministério Público de Pernambuco (AMPPE) vem a público manifestar repúdio às declarações feitas pela pré-candidata a deputada estadual Viviane Facundes, em entrevista concedida ao Programa Café no Ponto, da TV Nova, nas quais atribui ao Ministério Público de Pernambuco suposta atuação persecutória.
A AMPPE reafirma sua plena confiança na atuação ilibada, técnica, independente e comprometida com a ordem jurídica, a defesa da sociedade e o interesse público por parte dos membros do Ministério Público de Pernambuco, em especial daqueles que exercem suas funções na Comarca de Gravatá. A atuação ministerial é pautada exclusivamente pela Constituição Federal, pelas leis e pelos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade e responsabilidade, não se confundindo, em hipótese alguma, com interesses de ordem político-partidária ou pessoal.
Em um Estado Democrático de Direito, a crítica às instituições é legítima. No entanto, é inadmissível a formulação de acusações genéricas e sem comprovação contra membros do Ministério Público, com o objetivo de desacreditar sua atuação funcional e comprometer a imagem de uma instituição essencial à Justiça. A AMPPE seguirá firme, inclusive tomando as medidas cabíveis, na defesa das prerrogativas, da honra e da respeitabilidade dos membros do Ministério Público de Pernambuco, especialmente quando atacados no exercício regular, legítimo e responsável de suas atribuições constitucionais.
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