
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2023, divulgado nesta quinta-feira (20) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), registra uma queda de 2,4% na taxa de mortes violentas intencionais no Brasil em 2022, em relação ao ano anterior. Tais mortes incluem homicídios dolosos, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte, intervenções policiais e morte de policiais. A taxa de mortes violentas intencionais caiu de 24 para 23,4 para cada 100 mil habitantes, representando a menor cifra desde 2011.
Esta redução nacional foi impulsionada principalmente pela diminuição da violência nos estados do Norte e Nordeste, enquanto as regiões Sul e Centro-Oeste registraram um aumento nas taxas de mortes violentas intencionais, 3,4% e 0,8% respectivamente.
Mesmo com a queda, o Norte e o Nordeste continuam a ter os estados mais violentos do país. O Amapá lidera o ranking com uma taxa de mortes violentas intencionais de 50,6 por 100 mil habitantes, mais do que o dobro da média nacional. Em contraste, São Paulo, Santa Catarina e o Distrito Federal registraram as menores taxas de violência letal, com 20 estados exibindo taxas acima da média nacional.
Em termos de investimento em segurança pública, 2022 viu um crescimento de 11,6% em relação ao ano anterior, totalizando R$ 124,8 bilhões de todas as esferas. Este aumento foi em grande parte devido ao maior volume de despesas dos estados e do Distrito Federal. O Ministério da Justiça e Segurança Pública revisou o Plano Nacional de Segurança Pública e Defesa Social, estabelecendo metas de redução de homicídios dolosos, de lesões corporais seguidas de morte e de latrocínios. A meta é alcançar a taxa de 17 mortes para cada grupo de 100 mil habitantes até 2030, meta que já foi alcançada por 54% dos municípios brasileiros em 2022.
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