
O calendário emergencial de abastecimento de água da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) entrou em vigor nesta sexta-feira (3) e se estenderá até março de 2025. A medida tem como objetivo enfrentar os impactos da estiagem severa que afeta diversas cidades pernambucanas, incluindo Gravatá, no Agreste do Estado. Em Gravatá, o calendário de racionamento estabelecido pela Compesa prevê três dias de fornecimento de água para cada 12 dias sem abastecimento.
As estimativas da Compesa e da Apac indicam que, considerando as previsões climáticas para o próximo trimestre, o acumulado de chuva deve variar entre normal e abaixo do normal, com temperaturas acima da média em Pernambuco. De acordo com a Compesa, 54 dos 172 mananciais operados para abastecimento estão em nível crítico ou de alerta. Além disso, 94 dos 184 municípios pernambucanos enfrentam um quadro de estiagem severa.
Cenário em Gravatá
Gravatá está entre os municípios do Agreste em que o abastecimento foi comprometido devido ao baixo nível dos mananciais que atendem a cidade. A Compesa identificou 16 reservatórios em nível crítico em Pernambuco, com impactos diretos no fornecimento de água para cidades como Gravatá, Chã Grande, Jurema e Saloá.
Para minimizar os efeitos, o calendário emergencial reorganiza a distribuição de água, detalhada por rua e bairro, e pode ser consultado no site da Compesa mediante o CEP ou endereço do consumidor. Além disso, o reforço na frota de carros-pipa foi anunciado como parte das ações emergenciais.
Medidas de infraestrutura
O Governo de Pernambuco investe em obras de infraestrutura para garantir a segurança hídrica no Estado. Entre os projetos destacados estão:
- Adutora do Agreste e Adutora de Serro Azul, que estão em vias de entrega e atenderão também a cidade de Gravatá;
- Adutora do Alto Capibaribe, cuja primeira etapa foi concluída em dezembro de 2024.
Além disso, o Governo de Pernambuco anunciou um pacote de investimentos de R$ 127,3 milhões para enfrentar os efeitos da estiagem. As ações incluem:
- Instalação de 400 sistemas de dessalinização com energia solar (R$ 40 milhões);
- Perfuração e instalação de 20 poços em bacias sedimentares (R$ 50 milhões);
- Construção de 600 poços em regiões de rochas cristalinas (R$ 37,3 milhões).
As iniciativas beneficiarão cerca de 325 mil pessoas em áreas de maior vulnerabilidade hídrica, estima o governo estadual.
Receba notícias direto no celular entrando nos grupos do Diário Gravatá.
Clique na opção preferida:
© 2025 | Conforme Lei nº 9.610/98, todos os direitos deste conteúdo são reservados ao Diário Gravatá. A publicação, redistribuição, transmissão e/ou reescrita sem autorização prévia é proibida.


























Comente este post