
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se pronunciou nesta sexta-feira (30) após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decretar sua inelegibilidade por oito anos, fazendo uma analogia a um atentado sofrido em 2018, ele alegou que “levou uma facada nas costas”. O pronunciamento foi feito em Belo Horizonte (MG), onde Bolsonaro comentou a decisão do TSE e as perspectivas para as próximas eleições.
No seu discurso, Bolsonaro questionou a legitimidade da condenação alegando que foi a “primeira condenação por abuso de poder político”, e disse que este era um “crime sem corrupção”. Ele sugeriu que sua defesa ao voto impresso, algo que sempre defendeu durante sua carreira como parlamentar, foi o que levou à condenação.
Bolsonaro também mencionou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, comentando que agora Lula “vai entrar em campo para ganhar por quase W.O”. Além disso, assegurou que a decisão do TSE não marcaria “o fim da direita no Brasil”, reforçando que não iria “desistir do Brasil”.
O ex-presidente também comentou os eventos de 8 de janeiro, questionando sua implicação neles. Deixou claro que não estava no Brasil na data, e disse que “lamenta a depredação do patrimônio público” ocorrido na ocasião. Ele argumentou que aqueles que causaram os danos “devem arcar com suas responsabilidades”.
Anterior ao julgamento, Bolsonaro já havia mencionado que, caso fosse condenado pelo TSE, iria recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF). Com a decisão de inelegibilidade até 2030 confirmada pelo TSE, com um placar final de 5 a 2 em favor da condenação, o ex-presidente ficará inelegível nas próximas eleições, a menos que uma eventual apelação ao STF seja bem sucedida.
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