
O Congresso Nacional autorizou a abertura da CPMI dos atos golpistas de 8 de janeiro na sessão desta quarta-feira (26). A leitura do requerimento que cria o colegiado foi feita pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), após a mudança de postura do governo em relação à investigação parlamentar. A CPMI terá um número igual de deputados e senadores, totalizando 32 parlamentares, e tem como objetivo esclarecer quem foram os responsáveis pelos atos de 8 de janeiro, quando houve invasão e depredação dos prédios da Praça dos Três Poderes em Brasília.
A criação da CPMI foi um pedido da oposição, liderado pelo deputado André Fernandes (PL-CE), um dos investigados pelo Supremo Tribunal Federal no inquérito sobre a autoria e o incentivo aos ataques. Inicialmente, a intenção da oposição era pressionar o governo e utilizar o colegiado para sabatinar ministros e aliados. Por outro lado, o governo evitava a abertura da investigação, alegando que a CPI poderia atrapalhar o andamento de pautas importantes para a retomada do crescimento do país.
Entretanto, a postura dos governistas mudou após a divulgação de imagens do ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Gonçalves Dias, no Palácio do Planalto durante a atuação dos golpistas. Após as imagens se tornarem públicas, o general pediu exoneração da função. Com isso, o governo passou a apoiar a investigação parlamentar, que agora aguarda a indicação dos deputados e senadores que vão participar do colegiado e a definição do presidente e do relator da CPMI.
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