
A população de Pernambuco foi uma das mais afetadas pela pandemia da Covid-19, conforme um estudo divulgado nesta segunda-feira (14) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). De acordo com o “Mapa da Riqueza no Brasil”, a renda média dos habitantes de Pernambuco caiu 0,57% entre 2019 e 2020, passando de R$ 688 para R$ 684. O estudo foi baseado nas declarações de Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) referentes ao primeiro ano da pandemia.
Dois outros estados da Região Nordeste também ficaram entre os cinco com a renda média mais baixa: Sergipe (-6,20%) e Ceará (-1,24%). Além disso, São Paulo (-6,13%) e Roraima (-2,53%) completam as cinco primeiras posições entre as unidades da Federação com a renda média mais baixa. A renda média cresceu em 20 estados e no Distrito Federal no mesmo período.
A pesquisa mostra que, em Pernambuco, o empobrecimento atingiu todas as classes, incluindo a população de baixa renda, a classe média e os ricos. De acordo com a FGV, a diminuição da renda foi verificada em todas as faixas. Os declarantes do Imposto de Renda em Pernambuco sofreram, em média, uma perda de 3,17% na renda.
A pesquisa também apontou a desigualdade entre as regiões de Pernambuco. As cidades com as médias de renda mais elevadas são: Recife, capital do estado, com R$ 2.129; Fernando de Noronha, distrito, com R$ 1.242; Olinda, na região Grande Recife, com R$ 889; Petrolina, no Sertão, com R$ 783; e Garanhuns, no Agreste, com R$ 704.
Por outro lado, os municípios com as médias de renda mais baixas são: Santa Cruz, no Sertão, com R$ 75; Casinhas, no Agreste, com R$ 70; Santa Filomena, no Sertão, com R$ 66; Manari, no Sertão, com R$ 63; e Salgadinho, no Agreste, com R$ 56.
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