
O Índice de Perda de Qualidade de Vida (IPQV) no Brasil caiu cerca de 30% entre 2007-2008 e 2017-2018, indicando uma melhoria na qualidade de vida geral. Contudo, os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta sexta-feira (23), mostram que a desigualdade socioeconômica se manteve praticamente inalterada nesse período. Famílias com uma pessoa de referência preta, parda, mulher ou de baixa renda ou instrução ainda enfrentam maiores desafios em termos de bem-estar.
Esses resultados foram obtidos por meio de uma comparação entre duas edições da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), realizadas em 2008/2009 e 2017/2018. A POF avalia várias dimensões do bem-estar familiar, incluindo moradia, meio ambiente, acesso a serviços financeiros e de utilidade pública, bem como saúde, alimentação e educação.
Embora o IPQV tenha diminuído, refletindo uma melhoria na qualidade de vida, as disparidades sociais ainda são evidentes. Por exemplo, as famílias em que a pessoa de referência é preta ou parda têm um IPQV de 0,183, comparado com 0,122 em famílias cuja pessoa de referência é branca. Além disso, o IPQV em áreas rurais foi de 0,244, significativamente mais alto do que a média brasileira e o indicador nas áreas urbanas, que foi de 0,142.
Paralelamente à melhoria da qualidade de vida, o Índice de Desempenho Socioeconômico (IDS) do Brasil também cresceu 12,8% entre as duas edições da POF, de 5,452 para 6,147. O IDS relaciona a renda per capita com o IPQV, incorporando a dimensão da renda na avaliação do bem-estar. Todos os estados tiveram uma melhoria no desempenho socioeconômico durante o período, com os maiores ganhos observados em Roraima e Sergipe, e os menores no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro.
No entanto, apesar dos avanços, a educação e o acesso a serviços financeiros foram os fatores que mais afetaram negativamente o desempenho socioeconômico do país. As dificuldades em possuir bens ou pagar contas em dia foram alguns dos obstáculos identificados.
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