
A Polícia Federal (PF) cumpriu, nesta sexta-feira (18), mandados na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e no escritório do partido em Brasília. Agentes apreenderam cerca de US$ 14 mil, R$ 8 mil, o celular do ex-presidente e um pendrive.
Por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), Bolsonaro passa a usar tornozeleira eletrônica e será monitorado 24 horas por dia. Entre as restrições impostas estão:
- obrigação de recolhimento domiciliar noturno, das 19h às 7h;
- permanência em casa durante fins de semana;
- proibição de acessar redes sociais;
- de manter contato com o filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP);
- de manter contato com diplomatas estrangeiros;
- de se aproximar de embaixadas.
O ex-presidente foi levado à Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal para instalação do equipamento. Moraes justificou a decisão com base em atos que, de acordo com ele, representariam coação durante o processo, obstrução de investigações e tentativa de submeter o funcionamento do STF a pressões externas.
De acordo com a PF, Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro teriam atuado junto a autoridades dos Estados Unidos para pressionar pela extinção da Ação Penal 2668, que apura suposta tentativa de golpe de Estado, a partir da imposição de tarifas comerciais de 50% ao Brasil. A corporação afirma que os dois mantiveram negociações ilícitas com o objetivo de obter sanções contra autoridades brasileiras.
A defesa do ex-presidente afirmou, em nota, ter recebido “com surpresa e indignação” as medidas cautelares e disse que Bolsonaro sempre cumpriu as determinações judiciais.
Bolsonaro se diz perseguido e nega plano de fuga do Brasil
O ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou ser alvo de perseguição política e classificou como “suprema humilhação” as medidas impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
“A suspeita é um exagero. Sou ex-presidente da República, tenho 70 anos de idade. Suprema humilhação. É a quarta busca e apreensão em cima de mim“, disse Bolsonaro, nesta sexta-feira (18), em frente à sede da Polícia Federal, em Brasília.
PGR pediu condenação de Bolsonaro por tentativa de golpe
A Procuradoria-Geral da República (PGR) acusa Bolsonaro de tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado democrático de Direito, deterioração de patrimônio público e participação em organização criminosa. Na segunda-feira (14), a PGR pediu a condenação do ex-presidente.
Além de Bolsonaro, outros sete aliados foram tornados réus no processo que investiga a trama golpista de 2022, entre eles Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência, e os ex-ministros Anderson Torres, Augusto Heleno e Braga Netto.
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