
O União Brasil declarou apoio à reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD) em Pernambuco e confirmou o nome do ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho como pré-candidato ao Senado. A definição ocorreu na quarta-feira (18.mar.2026), após reunião entre dirigentes partidários e a chefe do Palácio do Campo das Princesas.
A movimentação ocorre após a definição da chapa liderada por João Campos (PSB), que escolheu a ex-deputada Marília Arraes (PDT) para a segunda vaga ao Senado, ao lado do senador Humberto Costa (PT), que tentará a reeleição. O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), que também era cotado para o Senado, deixou a disputa e indicou o irmão, Carlos Costa, para a vaga de vice-governador, devendo concorrer à reeleição para a Câmara dos Deputados.
Miguel Coelho afirmou que a decisão foi construída em conjunto com o partido. “Estamos construindo uma aliança com a governadora Raquel Lyra. Sou pré-candidato ao Senado e pretendemos caminhar juntos nessa jornada”, disse. Ao Blog Dantas Barreto, do Diário de Pernambuco, Miguel demonstrou insatisfação com a movimento de Campos. “Romperam com a gente. Fizeram um movimento em detrimento da gente com Eduardo da Fonte, Marília Arraes e Silvio Costa Filho. Mas agora o União Brasil está pacificado”, pontuou.
Em nota, Raquel Lyra destacou o objetivo da composição. “A aliança com o União Brasil representa o crescimento de Pernambuco, o compromisso com cada recanto do nosso estado e o futuro grandioso que nós estamos construindo para os pernambucanos”, afirmou.
União Brasil entrega os cargos na Prefeitura do Recife
Com o novo posicionamento, o União Brasil, liderado por Miguel Coelho, deixou os cargos que ocupava na Prefeitura do Recife nesta quinta-feira (19.mar.2026). Saíram da gestão do prefeito João Campos os secretários Thiago Angelus, de Turismo e Lazer, e Carlos Andrade Lima, de Desenvolvimento Econômico.
Clã Coelho foi alvo de operação da Polícia Federal
O clã Coelho foi alvo da Operação Vassalos, deflagrada pela Polícia Federal em 26 de fevereiro, que apura suspeitas de irregularidades na destinação de emendas parlamentares, com valores estimados em mais de R$ 300 milhões. O caso envolve os nomes de Miguel Coelho, de seu pai, o ex-senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), e de seu irmão, o deputado federal Fernando Filho (União Brasil-PE). Na ocasião, os citados classificaram a ação como um “espetáculo espalhafatoso” e negaram qualquer irregularidade.
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