
A Câmara Municipal de Gravatá vota nesta terça-feira (3.mar.2026) a admissibilidade do pedido de impeachment apresentado contra o prefeito Joselito Gomes. O pedido foi recebido pela Casa Elias Torres em 6 de fevereiro. A sessão, programada para as 10h, também marca o reinício das atividades legislativas. A última reunião ordinária na Câmara aconteceu em 21 de janeiro.
Entre os pontos citados no documento estão supostas irregularidades em um contrato emergencial firmado para serviços de manutenção e fornecimento de peças para a frota municipal. O texto aponta possível superfaturamento, fraude e pagamentos antecipados sem a execução integral dos serviços. O caso mencionado no requerimento é alvo de apuração do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e também foi foco da Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Educação, concluída em 2025.
O pedido inclui ainda alegações sobre possíveis nomeações para cargos públicos sem comprovação do efetivo exercício das funções e suposta omissão do Executivo na sanção, promulgação e publicação de leis aprovadas pela Câmara.
A votação desta terça-feira não tem como objetivo afastar Joselito Gomes, mas decidir se o processo poderá seguir dentro da Casa Legislativa. Caso a admissibilidade seja aprovada, a Câmara deverá instaurar comissão responsável por avaliar o conteúdo da denúncia e conduzir as próximas fases do procedimento. Se rejeitada, a denúncia será arquivada.
Atualmente, a base governista é minoritária na Casa Vereador Elias Torres. Entre os 17 vereadores, integram o grupo Adeildo do Abacaxi (PP), Antônio da Limeira (Avante), Bel de Nelson Barbudo (PSB), Cabritinha (Avante), Leandro do Transporte Alternativo (Avante) e Régis da Compesa (PP). Os demais parlamentares se posicionam como independentes ou oposição.
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